PLaNet Finance Brasil defende um modelo sustentável e socialmente engajado de desenvolvimento do setor das microfinanças
Segundo os dados do PNAD do IBGE, a metade da população ativa trabalha em micro-empresas e um quarto trabalha no setor informal. Embora o número de micro-empreendedores varie muito segundo a fonte, é estimada a existência de 13,7 milhões de micro-empresas, sendo que o número de trabalhadores por conta própria é de 11,6 milhões e o de empregadores com até 5 assalariados é de 2,1 milhões. Deste total, apenas 18% dos micro-empreendedores tem remuneração mensal maior que 2000 reais. Além disso, apenas 30% das micro-empresas são dirigidas por mulheres. Estes dados não incluem as pequenas atividades agrícolas familiares.
A demanda potencial efetiva, estimada pela taxa de rejeição média de pedidos de crédito das IMFs brasileiras, é de 5,8 milhões de clientes, para uma demanda potencial de 11,3 bilhões de reais *. * Mezzera, Jaime. O microcrédito no Brasil: dados nacionais.
Apesar do bom crescimento da carteira de microfinanças nos últimos anos, em função, essencialmente, do programa de apoio ao setor do BNDES, a oferta atual atende aproximadamente 250 mil clientes ativos, para um montante emprestado de R$ 250 milhões, ou seja, apenas 4% da demanda potencial efetiva aproximadamente. Lembre-se ainda que um único projeto, o CrediAmigo do Banco do Nordeste representa mais de 120 000 clientes ativos, ou seja, 48% do total.
Estima-se que o Brasil conta hoje com 130 operadoras de micro-crédito e 428 agências em todo o país. A grande a maioria das IMFs são ONGs ou OSCIPs (entidades sem fins lucrativos) e apenas 24 Sociedades de Crédito ao Micro-empreendedor (entidades com fins lucrativos).